Modelo de Manifestação contra fixação ilegal de honorários sucumbenciais por equidade em sentença líquida envolvendo o Estado do Amazonas, com pedido de reforma conforme CPC/2015, art. 85

Publicado em: 03/07/2025 AdministrativoProcesso Civil
Manifestação judicial apresentada pela advogada W. B. da S. para impugnar a fixação de honorários sucumbenciais por equidade em sentença líquida contra o Estado do Amazonas, fundamentada no CPC/2015, art. 85, §§3º e 6-A, alegando ilegalidade e requerendo a reforma da decisão para observância dos percentuais legais, com respaldo em jurisprudência do STJ e princípios constitucionais da legalidade, segurança jurídica e justa remuneração da advocacia.
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MANIFESTAÇÃO SOBRE FIXAÇÃO DE HONORÁRIOS SUCUMBENCIAIS – ILEGALIDADE NA APLICAÇÃO DO CRITÉRIO DE EQUIDADE EM SENTENÇA LÍQUIDA

1. ENDEREÇAMENTO

Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Manaus/AM

2. QUALIFICAÇÃO DAS PARTES

Processo nº: [inserir número do processo]
Requerente: [Nome da parte autora, qualificada nos autos]
Requerido: Estado do Amazonas, pessoa jurídica de direito público interno, inscrito no CNPJ sob o nº [inserir], com sede na Avenida Brasil, nº [inserir], Manaus/AM, endereço eletrônico [inserir].
Advogada: W. B. da S., casada, advogada, inscrita na OAB/AM sob o nº 12.623, inscrita no Cadastro de Pessoas Jurídicas, endereço eletrônico [inserir], patrona do processo em epígrafe.

3. SÍNTESE DOS FATOS

A presente manifestação tem por objetivo impugnar a fixação de honorários sucumbenciais por apreciação equitativa determinada por este Juízo, em sentença líquida proferida nos autos em que figura como parte o Estado do Amazonas. A advogada W. B. da S., patrona da parte vencedora, requereu a fixação dos honorários nos termos do CPC/2015, art. 85, §3º, I, tendo em vista que a sentença proferida é líquida e, portanto, não se enquadra nas hipóteses excepcionais que autorizam a fixação por equidade.

Ocorre que, apesar da clareza do comando legal, o Douto Magistrado optou por arbitrar os honorários de sucumbência por equidade, em flagrante violação ao disposto no CPC/2015, art. 85, §6-A, que veda tal modalidade de fixação quando a sentença for líquida. Ressalte-se que, embora a questão não tenha sido suscitada na resposta à impugnação do Estado do Amazonas, a ilegalidade é manifesta e de ordem pública, devendo ser reconhecida de ofício por este Juízo.

Assim, busca-se a adequação da decisão judicial, com a observância dos critérios legais objetivos para a fixação dos honorários sucumbenciais, em respeito ao devido processo legal, à legalidade e à justa remuneração da advocacia.

4. DO DIREITO

4.1. DA REGRA GERAL PARA FIXAÇÃO DOS HONORÁRIOS SUCUMBENCIAIS

O CPC/2015, art. 85, §2º e §3º, I, estabelece que os honorários advocatícios sucumbenciais devem ser fixados entre 10% e 20% sobre o valor da condenação, do proveito econômico obtido ou, não sendo possível mensurá-lo, sobre o valor atualizado da causa, sendo obrigatória a observância desses percentuais nas causas em que a Fazenda Pública for parte. O §3º, I, do mesmo artigo, determina expressamente que, nas causas em que a Fazenda Pública for parte, os honorários serão fixados entre 10% e 20% sobre o valor da condenação ou do proveito econômico obtido.

A regra geral, portanto, é a fixação dos honorários sucumbenciais com base em critérios objetivos, afastando-se a subjetividade do julgador e garantindo a segurança jurídica e a justa remuneração do advogado.

4.2. DA EXCEPCIONALIDADE DA FIXAÇÃO POR EQUIDADE

O CPC/2015, art. 85, §8º, prevê, de forma excepcional e subsidiária, a possibilidade de fixação dos honorários por apreciação equitativa apenas quando o proveito econômico for inestimável ou irrisório, ou quando o valor da causa for muito baixo. O §6-A, incluído pela Lei 14.365/2022, reforça essa limitação ao dispor que “não será permitido ao juiz fixar honorários por apreciação equitativa em causas em que a sentença for líquida”.

Assim, a fixação por equidade é medida de exceção, devendo ser utilizada somente nas hipóteses expressamente previstas em lei, sob pena de violação ao princípio da legalidade (CF/88, art. 5º, II) e à garantia do contraditório e ampla defesa (CF/88, art. 5º, LV).

4.3. DA ILEGALIDADE DA FIXAÇÃO POR EQUIDADE NA SENTENÇA LÍQUIDA

No caso em apreço, a sentença proferida é líquida, estando perfeitamente definido o valor da condenação. Não se trata de hipótese de proveito econômico inestimável, irrisório ou de valor da causa muito baixo. Portanto, não se justifica a adoção do critério de equidade para a fixação dos honorários sucumbenciais.

O entendimento consolidado do Superior Tribunal de Justiça, especialmente no julgamento do Tema 1.076/STJ, é no sentido de que “a fixação dos honorários por apreciação equitativa não é permitida quando os valores da condenação, da causa ou do proveito econômico da demanda forem elevados. É obrigatória nesses casos a observância dos percentuais previstos nos §§ 2º ou 3º do CPC/2015, art. 85”.

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Informações complementares

Simulação de Voto

Vistos etc.

1. Relatório

Trata-se de manifestação apresentada por W. B. da S., advogada da parte vencedora, nos autos em que figura como parte o Estado do Amazonas, na qual impugna a fixação dos honorários sucumbenciais por apreciação equitativa em sentença líquida. Requer a reforma da decisão para que os honorários sejam fixados segundo os percentuais previstos no CPC/2015, art. 85, §3º, I, sob o argumento de que a sentença é líquida e, portanto, não se enquadra nas hipóteses excepcionais que autorizam a fixação por equidade.

2. Fundamentação

2.1. Do Conhecimento do Pedido

Inicialmente, verifico que o pedido de reforma da decisão encontra-se devidamente fundamentado e versa sobre matéria de ordem pública, qual seja, a correta aplicação da legislação processual quanto à fixação dos honorários sucumbenciais. Assim, conheço do pedido.

2.2. Do Mérito

O CPC/2015, art. 85, §2º e §3º, I, estabelece expressamente que os honorários advocatícios sucumbenciais devem ser fixados entre 10% e 20% sobre o valor da condenação ou do proveito econômico obtido, sendo obrigatória a observância desses percentuais nas causas em que a Fazenda Pública for parte.

A exceção à regra encontra-se disciplinada no CPC/2015, art. 85, §8º, que admite a fixação por apreciação equitativa apenas quando o proveito econômico for inestimável, irrisório ou o valor da causa for muito baixo. O CPC/2015, art. 85, §6-A, incluído pela Lei 14.365/2022, reforça que “não será permitido ao juiz fixar honorários por apreciação equitativa em causas em que a sentença for líquida”.

No caso concreto, a sentença proferida é líquida, estando perfeitamente definido o valor da condenação. Não há prova nos autos de que se trate de hipótese de proveito econômico inestimável, irrisório, ou de valor da causa muito baixo, o que afasta a possibilidade de fixação por equidade.

O princípio da legalidade, expresso no CF/88, art. 5º, II, impõe ao magistrado o dever de decidir conforme a lei, sem criar exceções não previstas no ordenamento jurídico. Ademais, a justa remuneração da advocacia é assegurada pelo CF/88, art. 133.

A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça consolidou o entendimento, no julgamento do Tema 1.076/STJ, de que “a fixação dos honorários por apreciação equitativa não é permitida quando os valores da condenação, da causa ou do proveito econômico da demanda forem elevados. É obrigatória nesses casos a observância dos percentuais previstos nos §§ 2º ou 3º do CPC/2015, art. 85”.

Portanto, a decisão judicial que fixa honorários por equidade em sentença líquida afronta o texto expresso da lei e a jurisprudência dominante, devendo ser corrigida para garantir a correta aplicação do direito, em observância ao CF/88, art. 93, IX, que exige fundamentação das decisões judiciais.

2.3. Dos Recursos e Da Regularidade Processual

Não há irregularidade processual ou ausência de pressupostos recursais. O pedido de reforma da decisão é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade.

3. Dispositivo

Diante do exposto, com fundamento no CPC/2015, art. 85, §3º, I, no CPC/2015, art. 85, §6-A e nos princípios constitucionais da legalidade e da justa remuneração da advocacia (CF/88, art. 5º, II; CF/88, art. 133), JULGO PROCEDENTE o pedido para declarar a ilegalidade na fixação dos honorários sucumbenciais por equidade em sentença líquida e, em consequência, determino a reforma da decisão para que os honorários advocatícios sejam fixados nos percentuais previstos no CPC/2015, art. 85, §3º, I, sobre o valor da condenação ou do proveito econômico obtido.

Fica o Estado do Amazonas intimado para, querendo, manifestar-se sobre o presente decisum.

Publique-se. Registre-se. Intimem-se.

4. Fundamentação em Observância à CF/88, art. 93, IX

Esta decisão encontra-se devidamente fundamentada, em conformidade com o CF/88, art. 93, IX, assegurando a transparência, a motivação e a publicidade dos atos jurisdicionais.

Manaus/AM, [data do voto]

[Nome do Magistrado]
Juiz(a) de Direito


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