Legislação

Lei 11.096, de 13/01/2005

Lei 11.096, de 13/01/2005
(D.O. 14/01/2005)

Seguridade social. Assistência social. Institui o Programa Universidade para Todos - PROUNI, regula a atuação de entidades beneficentes de assistência social no ensino superior; altera a Lei 10.891, de 09/07/2004, e dá outras providências.

Atualizada(o) até:

Lei 14.350, de 25/05/2022, art. 1º (arts. 1º, 2º, 3º, 5º, 7º, 9º, 10-A, 11-A e 11-A. Origem da Medida Provisória 1.075/2021, art. 1º
Lei Complementar 187, de 16/12/2021, art. 47, I (art. 11)
Medida Provisória 1.075/2021, art. 1º, e 4º (arts. 1º, 2º, 3º, 5º, 7º, 9º, 10, 11)
Lei 12.431, de 24/06/2011 (art. 8º, § 3º)
Lei 12.101, de 27/11/2009, art. 44 (arts 10 e 11)
Lei 11.509, de 20/07/2007 (art. 7º, § 4º)
Decreto 5.493/2005 (Regulamento)

O Presidente da República. Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º

- Fica instituído, sob a gestão do Ministério da Educação, o Programa Universidade para Todos (Prouni), destinado à concessão de bolsas de estudo integrais e bolsas de estudo parciais de 50% (cinquenta por cento) para estudantes de cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições privadas de ensino superior, com ou sem fins lucrativos.

Lei 14.350, de 25/05/2022, art. 1º (Nova redação ao caput. Origem da Medida Provisória 1.075/2021, art. 1º).

Redação anterior (original): [Art. 1º - Fica instituído, sob a gestão do Ministério da Educação, o Programa Universidade para Todos - PROUNI, destinado à concessão de bolsas de estudo integrais e bolsas de estudo parciais de 50% (cinqüenta por cento) ou de 25% (vinte e cinco por cento) para estudantes de cursos de graduação e seqüenciais de formação específica, em instituições privadas de ensino superior, com ou sem fins lucrativos.]

§ 1º - A bolsa de estudo integral será concedida a brasileiros não portadores de diploma de curso superior, cuja renda familiar mensal [per capita] não exceda o valor de até 1 (um) salário-mínimo e 1/2 (meio).

§ 2º - As bolsas de estudo parciais de 50% (cinquenta por cento), cujos critérios de distribuição serão estabelecidos em regulamento pelo Ministério da Educação, serão concedidas a brasileiros não portadores de diploma de curso de nível superior, cuja renda familiar mensal per capita não exceda ao valor de até 3 (três) salários mínimos, observados os critérios estabelecidos pelo Ministério da Educação.
Lei 14.350, de 25/05/2022, art. 1º (Nova redação ao § 2º. Origem da Medida Provisória 1.075/2021, art. 1º).

Redação anterior (original): [§ 2º - As bolsas de estudo parciais de 50% (cinqüenta por cento) ou de 25% (vinte e cinco por cento), cujos critérios de distribuição serão definidos em regulamento pelo Ministério da Educação, serão concedidas a brasileiros não-portadores de diploma de curso superior, cuja renda familiar mensal [per capita] não exceda o valor de até 3 (três) salários-mínimos, mediante critérios definidos pelo Ministério da Educação.]

§ 3º - Para os efeitos desta Lei, bolsa de estudo refere-se às semestralidades ou anuidades escolares fixadas com base na Lei 9.870, de 23/11/1999.

§ 4º - Para fins de concessão das bolsas de estudo parciais de 50% (cinquenta por cento), serão considerados todos os descontos aplicados pela instituição privada de ensino superior, regulares ou temporários, de caráter coletivo, conforme estabelecido em regulamento pelo Ministério da Educação, ou decorrentes de convênios com instituições públicas ou privadas, incluídos os descontos concedidos em virtude do pagamento da mensalidade com pontualidade, respeitada a proporcionalidade da carga horária.

Lei 14.350, de 25/05/2022, art. 1º (Nova redação ao § 4º. Origem da Medida Provisória 1.075/2021, art. 1º).

Redação anterior (original): [§ 4º - Para os efeitos desta Lei, as bolsas de estudo parciais de 50% (cinqüenta por cento) ou de 25% (vinte e cinco por cento) deverão ser concedidas, considerando-se todos os descontos regulares e de caráter coletivo oferecidos pela instituição, inclusive aqueles dados em virtude do pagamento pontual das mensalidades.]

§ 5º - Para fins do disposto nos §§ 1º e 2º deste artigo, na hipótese de concomitância ou complementariedade de licenciatura e de bacharelado no mesmo curso, será excepcionada a exigência de o estudante não ser portador de diploma de curso superior, caso esse diploma seja em áreas do conhecimento, especialidades e regiões estabelecidas como prioritárias em regulamento.

Lei 14.350, de 25/05/2022, art. 1º (Nova redação ao § 5º. Origem da Medida Provisória 1.075/2021, art. 1º).

§ 6º - São vedadas:

Lei 14.350, de 25/05/2022, art. 1º (Nova redação ao § 6º. Origem da Medida Provisória 1.075/2021, art. 1º).

I - a acumulação de bolsas de estudo vinculadas ao Prouni; e

II - a concessão de bolsa de estudo vinculada ao Prouni para estudante matriculado:

a) em instituição pública e gratuita de ensino superior; ou

b) em curso, turno, local de oferta e instituição privada de ensino superior distintos com contrato de financiamento por meio do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e do Programa de Financiamento Estudantil.

Referências ao art. 1 Jurisprudência do art. 1
Art. 2º

- A bolsa será destinada:

I - a estudante que tenha cursado: (Efeitos, a partir de 01/07/2022, veja Lei 14.350/2022, art. 6º)

Lei 14.350, de 25/05/2022, art. 1º (Nova redação ao inc. I. Origem da Medida Provisória 1.075/2021, art. 1º. Efeitos a partir de 01/07/2022).

a) o ensino médio completo em escola da rede pública; (Efeitos, a partir de 01/07/2022, veja Lei 14.350/2022, art. 6º)

b) o ensino médio completo em instituição privada, na condição de bolsista integral da respectiva instituição; (Efeitos, a partir de 01/07/2022, veja Lei 14.350/2022, art. 6º)

c) o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada, na condição de bolsista integral da respectiva instituição; (Efeitos, a partir de 01/07/2022, veja Lei 14.350/2022, art. 6º)

d) o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada, na condição de bolsista parcial da respectiva instituição ou sem a condição de bolsista; e (Efeitos, a partir de 01/07/2022, veja Lei 14.350/2022, art. 6º)

e) o ensino médio completo em instituição privada, na condição de bolsista parcial da respectiva instituição ou sem a condição de bolsista; (Efeitos, a partir de 01/07/2022, veja Lei 14.350/2022, art. 6º)

Redação anterior (original): [I - a estudante que tenha cursado o ensino médio completo em escola da rede pública ou em instituições privadas na condição de bolsista integral;]

II - a estudante pessoa com deficiência, na forma prevista na legislação; e

Lei 14.350, de 25/05/2022, art. 1º (Nova redação ao inc. II. Origem da Medida Provisória 1.075/2021, art. 1º).

Redação anterior (original): [II - a estudante portador de deficiência, nos termos da lei;]

III - a professor da rede pública de ensino, para os cursos de licenciatura, normal superior e pedagogia, destinados à formação do magistério da educação básica, em áreas do conhecimento, especialidades e regiões estabelecidas como prioritárias em regulamento, independentemente da renda a que se referem os §§ 1º e 2º do art. 1º desta Lei. [[Lei 11.096/2005, art. 1º.]]

Lei 14.350, de 25/05/2022, art. 1º (Nova redação ao inc. III).

Redação anterior (original): [III - a professor da rede pública de ensino, para os cursos de licenciatura, normal superior e pedagogia, destinados à formação do magistério da educação básica, independentemente da renda a que se referem os §§ 1º e 2º do art. 1º desta Lei. [[Lei 11.096/2005, art. 1º.]]]

§ 1º - A sequência de classificação referente ao disposto nos incisos I e III do caput deste artigo observará a seguinte ordem: (Efeitos, a partir de 01/07/2022, veja Lei 14.350/2022, art. 6º).

Lei 14.350, de 25/05/2022, art. 1º (acrescenta o § 1º. Origem da Medida Provisória 1.075/2021, art. 1º. Efeitos a partir de 01/07/2022).

I - professor da rede pública de ensino, para os cursos de licenciatura, normal superior e pedagogia destinados à formação do magistério da educação básica, independentemente da renda a que se referem os §§ 1º e 2º do art. 1º desta Lei, se for o caso e houver inscritos nessa situação; [[Lei 11.096/2005, art. 1º.]]

II - estudante que tenha cursado o ensino médio completo em escola da rede pública;

III - estudante que tenha cursado o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada, na condição de bolsista integral da respectiva instituição;

IV - estudante que tenha cursado o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada, na condição de bolsista parcial da respectiva instituição ou sem a condição de bolsista;

V - estudante que tenha cursado o ensino médio completo em instituição privada, na condição de bolsista integral da respectiva instituição;

VI - estudante que tenha cursado o ensino médio completo em instituição privada, na condição de bolsista parcial da respectiva instituição ou sem a condição de bolsista.

VII - (Revogado pela Lei 14.350, de 25/05/2022, art. 1º. Acrescentado pela Medida Provisória 1.075/2021, art. 1º).

Redação anterior (original): [VII - estudante que tenha cursado o ensino médio completo em instituição privada, na condição de bolsista parcial da respectiva instituição ou sem a condição de bolsista.]

Redação anterior (revogado pela Lei 14.350, de 25/05/2022, art. 5º. Origem da Medida Provisória 1.075/2021, art. 4º): [Parágrafo único - A manutenção da bolsa pelo beneficiário, observado o prazo máximo para a conclusão do curso de graduação ou seqüencial de formação específica, dependerá do cumprimento de requisitos de desempenho acadêmico, estabelecidos em normas expedidas pelo Ministério da Educação.]

§ 2º - A manutenção da bolsa de estudo pelo beneficiário, nas suas modalidades de atualização semestral, suspensão, transferência e encerramento, observará obrigatoriamente o prazo máximo para a conclusão do curso de graduação ou sequencial de formação específica e dependerá do cumprimento de requisitos de desempenho acadêmico e do disposto nas normas editadas pelo Ministério da Educação.

Lei 14.350, de 25/05/2022, art. 1º (acrescenta o § 2º. Origem da Medida Provisória 1.075/2021, art. 1º).

§ 3º - A transferência de bolsa de estudo pelo beneficiário:

Lei 14.350, de 25/05/2022, art. 1º (acrescenta o § 3º. Origem da Medida Provisória 1.075/2021, art. 1º. Efeitos a partir de 01/07/2022).

I - ocorrerá somente nas hipóteses em que houver a aceitação pelas instituições privadas de ensino de origem e de destino, para cursos afins, na forma prevista no art. 49 da Lei 9.394, de 20/12/1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), e a existência de vagas, conforme os critérios estabelecidos pelo Ministério da Educação quanto a essa modalidade de manutenção de bolsa; e [[Lei 9.394/1996, art. 49.]]

II - será vedada quando o beneficiário da bolsa de estudo tiver atingido 75% (setenta e cinco por cento) da carga horária do curso de origem, exceto nas hipóteses previstas no art. 99 da Lei 8.112, de 11/12/1990, na Lei 9.536, de 11/12/1997, e nas normas editadas pelo Ministério da Educação. [[Lei 8.112/1990, art. 99.]]

Referências ao art. 2 Jurisprudência do art. 2
Art. 3º

- O estudante a ser beneficiado pelo Prouni será pré-selecionado pelos resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), observados o disposto no § 1º do art. 2º desta Lei e outros critérios estabelecidos pelo Ministério da Educação, e, na etapa final, será selecionado pela instituição privada de ensino superior, que poderá realizar processo seletivo próprio. [[Lei 11.096/2005, art. 2º.]]

Lei 14.350, de 25/05/2022, art. 1º (Nova redação ao artigo. Origem da Medida Provisória 1.075/2021, art. 1º).

§ 1º - O beneficiário do Prouni responde legalmente pela veracidade e pela autenticidade das informações por ele prestadas, incluídos os dados socioeconômicos pessoais e dos componentes do seu grupo familiar, e dos documentos que as comprovam.

§ 2º - O Ministério da Educação poderá dispensar a apresentação de documentação que comprove a renda familiar mensal bruta per capita do estudante e a situação de pessoa com deficiência, desde que a informação possa ser obtida por meio de acesso a bancos de dados de órgãos governamentais.

§ 3º - O Ministério da Educação estabelecerá os critérios de dispensa da apresentação da documentação a que se refere o § 2º deste artigo, observado o disposto na Lei 13.709, de 14/08/2018 (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais).

§ 4º - Compete à instituição privada de ensino superior aferir as informações prestadas pelo candidato.

Redação anterior (original): [Art. 3º - O estudante a ser beneficiado pelo Prouni será pré-selecionado pelos resultados e pelo perfil socioeconômico do Exame Nacional do Ensino Médio - ENEM ou outros critérios a serem definidos pelo Ministério da Educação, e, na etapa final, selecionado pela instituição de ensino superior, segundo seus próprios critérios, à qual competirá, também, aferir as informações prestadas pelo candidato.
(parágrafo revogado pela Medida Provisória 1.075/2021, art. 4º). Parágrafo único - O beneficiário do Prouni responde legalmente pela veracidade e autenticidade das informações socioeconômicas por ele prestadas.]


Art. 4º

- Todos os alunos da instituição, inclusive os beneficiários do Prouni, estarão igualmente regidos pelas mesmas normas e regulamentos internos da instituição.


Art. 5º

- A instituição privada de ensino superior, com fins lucrativos ou sem fins lucrativos não beneficente, poderá aderir ao Prouni mediante assinatura de termo de adesão, cumprindo-lhe oferecer, no mínimo, 1 (uma) bolsa integral para o equivalente a 10,7 (dez inteiros e sete décimos) estudantes regularmente pagantes e devidamente matriculados ao final do correspondente período letivo anterior, conforme regulamento a ser estabelecido pelo Ministério da Educação, excluído o número correspondente a bolsas integrais concedidas pelo Prouni ou pela própria instituição, em cursos efetivamente nela instalados.

Redação anterior (caput da Medida Provisória 1.075/2021, art. 1º. Não convertida na Lei 14.350, de 25/05/2022, art. 1º): [Art. 5º - A instituição privada de ensino superior, com ou sem fins lucrativos, poderá aderir ao Prouni por meio da assinatura de termo de adesão, hipótese em que deverá oferecer, no mínimo, uma bolsa de estudos integral para o equivalente a dez inteiros e sete décimos dos estudantes regularmente pagantes e devidamente matriculados ao fim do correspondente período letivo anterior, conforme estabelecido em regulamento pelo Ministério da Educação, excluído o número correspondente a bolsas integrais obrigatórias concedidas pelo Prouni ou pela própria instituição, em cursos efetivamente nela instalados.]

§ 1º - O termo de adesão terá prazo de vigência de 10 (dez) anos, contado da data de sua assinatura, renovável por iguais períodos e observado o disposto nesta Lei.

§ 1º-A - A adesão ao Prouni ocorrerá por intermédio da mantenedora, por meio da assinatura de termo de adesão, e será efetuada, obrigatoriamente, com todas as instituições privadas de ensino superior por ela mantidas que tenham termos vencidos até a data de publicação deste parágrafo, e as instituições deverão garantir as proporcionalidades de bolsas do Prouni por alunos pagantes em cada local de oferta, curso e turno.

Lei 14.350, de 25/05/2022, art. 1º (acrescenta o § 1º-A. Origem da Medida Provisória 1.075/2021, art. 1º).

§ 1º-B - Os termos de adesão não vencidos até a data de publicação deste parágrafo continuarão a ser válidos até seu término.

Lei 14.350, de 25/05/2022, art. 1º (acrescenta o § 1º-B).

§ 1º-C - As renovações a serem realizadas a partir do vencimento dos termos de adesão de que trata o § 1º-B deste artigo serão assinadas pelas mantenedoras, e as instituições privadas de ensino superior por elas mantidas deverão garantir as proporcionalidades de bolsas Prouni por alunos pagantes em cada local de oferta, curso e turno.

Lei 14.350, de 25/05/2022, art. 1º (acrescenta o § 1º-C).

§ 2º - O termo de adesão poderá prever a permuta de bolsas entre cursos e turnos, restrita a 1/5 (um quinto) das bolsas oferecidas para cada curso e cada turno.

§ 3º - A denúncia do termo de adesão, por iniciativa da instituição privada, não implicará ônus para o Poder Público nem prejuízo para o estudante beneficiado pelo Prouni, que gozará do benefício concedido até a conclusão do curso, respeitadas as normas internas da instituição, inclusive disciplinares, e observado o disposto no art. 4º desta Lei. [[Lei 11.096/2005, art. 4º.]]

§ 4º - A instituição privada de ensino superior com ou sem fins lucrativos poderá, alternativamente, em substituição ao requisito previsto no caput deste artigo, oferecer 1 (uma) bolsa de estudo integral a cada 22 (vinte e dois) estudantes regularmente pagantes e devidamente matriculados em cursos efetivamente nela instalados, conforme estabelecido em regulamento pelo Ministério da Educação, desde que ofereça, adicionalmente, quantidade de bolsas parciais de 50% (cinquenta por cento) na proporção necessária para que a soma dos benefícios concedidos, na forma prevista nesta Lei, atinja o equivalente a 8,5% (oito e meio por cento) da receita anual dos períodos letivos que já tenham bolsas do Prouni efetivamente recebidas, na forma prevista na Lei 9.870, de 23/11/1999, em cursos de graduação ou sequenciais de formação específica.

Lei 14.350, de 25/05/2022, art. 1º (Nova redação ao § 4º. Origem da Medida Provisória 1.075/2021, art. 1º).

Redação anterior (original): [§ 4º - A instituição privada de ensino superior com fins lucrativos ou sem fins lucrativos não beneficente poderá, alternativamente, em substituição ao requisito previsto no caput deste artigo, oferecer 1 (uma) bolsa integral para cada 22 (vinte e dois) estudantes regularmente pagantes e devidamente matriculados em cursos efetivamente nela instalados, conforme regulamento a ser estabelecido pelo Ministério da Educação, desde que ofereça, adicionalmente, quantidade de bolsas parciais de 50% (cinqüenta por cento) ou de 25% (vinte e cinco por cento) na proporção necessária para que a soma dos benefícios concedidos na forma desta Lei atinja o equivalente a 8,5% (oito inteiros e cinco décimos por cento) da receita anual dos períodos letivos que já têm bolsistas do Prouni, efetivamente recebida nos termos da Lei 9.870, de 23/11/1999, em cursos de graduação ou seqüencial de formação específica.]

§ 5º - Para o ano de 2005, a instituição privada de ensino superior, com fins lucrativos ou sem fins lucrativos não beneficente, poderá:

I - aderir ao Prouni mediante assinatura de termo de adesão, cumprindo-lhe oferecer, no mínimo, 1 (uma) bolsa integral para cada 9 (nove) estudantes regularmente pagantes e devidamente matriculados ao final do correspondente período letivo anterior, conforme regulamento a ser estabelecido pelo Ministério da Educação, excluído o número correspondente a bolsas integrais concedidas pelo Prouni ou pela própria instituição, em cursos efetivamente nela instalados;

II - alternativamente, em substituição ao requisito previsto no inc. I deste parágrafo, oferecer 1 (uma) bolsa integral para cada 19 (dezenove) estudantes regularmente pagantes e devidamente matriculados em cursos efetivamente nela instalados, conforme regulamento a ser estabelecido pelo Ministério da Educação, desde que ofereça, adicionalmente, quantidade de bolsas parciais de 50% (cinqüenta por cento) ou de 25% (vinte e cinco por cento) na proporção necessária para que a soma dos benefícios concedidos na forma desta Lei atinja o equivalente a 10% (dez por cento) da receita anual dos períodos letivos que já têm bolsistas do Prouni, efetivamente recebida nos termos da Lei 9.870, de 23/11/1999, em cursos de graduação ou seqüencial de formação específica.

§ 6º - Aplica-se o disposto no § 5º deste artigo às turmas iniciais de cada curso e turno efetivamente instaladas a partir do 01 (primeiro) processo seletivo posterior à publicação desta Lei, até atingir as proporções estabelecidas para o conjunto dos estudantes de cursos de graduação e seqüencial de formação específica da instituição, e o disposto no caput e no § 4º deste artigo às turmas iniciais de cada curso e turno efetivamente instaladas a partir do exercício de 2006, até atingir as proporções estabelecidas para o conjunto dos estudantes de cursos de graduação e seqüencial de formação específica da instituição.

§ 7º - As instituições privadas de ensino superior, com fins lucrativos ou sem fins lucrativos não beneficentes, poderão oferecer bolsas de estudo integrais e parciais de 50% (cinquenta por cento) adicionais àquelas previstas em seus termos de adesão, conforme estabelecido em regulamento pelo Ministério da Educação.

Lei 14.350, de 25/05/2022, art. 1º (acrescenta o § 7º. Origem da Medida Provisória 1.075/2021, art. 1º).

§ 8º - As bolsas de estudo a que se refere o § 7º deste artigo poderão ser computadas para fins de cálculo da isenção, na forma prevista no art. 8º desta Lei, mas não para fins de cálculo de bolsas de estudo obrigatórias, de acordo com percentuais estabelecidos no caput e no § 4º deste artigo. [[Lei 11.096/2005, art. 8º.]]

Lei 14.350, de 25/05/2022, art. 1º (acrescenta o § 8º. Origem da Medida Provisória 1.075/2021, art. 1º).

Art. 6º

- Assim que atingida a proporção estabelecida no § 6º do art. 5º desta Lei, para o conjunto dos estudantes de cursos de graduação e seqüencial de formação específica da instituição, sempre que a evasão dos estudantes beneficiados apresentar discrepância em relação à evasão dos demais estudantes matriculados, a instituição, a cada processo seletivo, oferecerá bolsas de estudo na proporção necessária para estabelecer aquela proporção. [[Lei 11.096/2005, art. 5º.]]


Art. 7º

- As obrigações a serem cumpridas pela instituição de ensino superior serão previstas no termo de adesão ao Prouni, no qual deverão constar as seguintes cláusulas necessárias:

I - proporção de bolsas de estudo oferecidas por curso, turno e unidade, respeitados os parâmetros estabelecidos no art. 5º desta Lei; [[Lei 11.096/2005, art. 5º.]]

II - percentual de bolsas de estudo destinado à implementação de políticas afirmativas de acesso ao ensino superior de:

Lei 14.350, de 25/05/2022, art. 1º (Nova redação ao inc. II. Origem da Medida Provisória 1.075/2021, art. 1º).

a) pessoas com deficiência, na forma prevista na legislação; e

b) autodeclarados indígenas e negros.

c) estudantes egressos dos serviços de acolhimento institucional e familiar ou neles acolhidos. (Efeitos, a partir de 01/07/2022, veja Lei 14.350/2022, art. 6º)

Lei 14.350, de 25/05/2022, art. 1º (acrescenta a alínea).

Redação anterior (original): [II - percentual de bolsas de estudo destinado à implementação de políticas afirmativas de acesso ao ensino superior de portadores de deficiência ou de autodeclarados indígenas e negros.]

§ 1º - O percentual de que trata o inciso II do caput deste artigo será, no mínimo, igual ao percentual de cidadãos autodeclarados indígenas, pardos ou pretos e de pessoas com deficiência, na unidade federativa, em conformidade com o mais recente Censo Demográfico da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). (Efeitos, a partir de 01/07/2022, veja Lei 14.350/2022, art. 6º)

Lei 14.350, de 25/05/2022, art. 1º (Nova redação ao § 1º. Origem da Medida Provisória 1.075/2021, art. 1º).

Redação anterior (original): [§ 1º - O percentual de que trata o inc. II do caput deste artigo deverá ser, no mínimo, igual ao percentual de cidadãos autodeclarados indígenas, pardos ou pretos, na respectiva unidade da Federação, segundo o último censo da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE.]

§ 1º-A - Para o percentual referente às pessoas com deficiência, nos termos do § 1º deste artigo, serão observados os parâmetros e padrões analíticos internacionais utilizados pelo IBGE referentes a esse grupo de cidadãos, na forma prevista na legislação. (Efeitos, a partir de 01/07/2022, veja Lei 14.350/2022, art. 6º)

Lei 14.350, de 25/05/2022, art. 1º (Nova redação ao § 1º-A. Origem da Medida Provisória 1.075/2021, art. 1º).

§ 1º-B - Os estudantes egressos dos serviços de acolhimento institucional e familiar ou neles acolhidos deverão constar da base de dados do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e o percentual estabelecido nos termos da alínea [c] do inciso II do caput deste artigo será objeto de regulamentação pelo Poder Executivo.

Lei 14.350, de 25/05/2022, art. 1º (acrescenta o § 1º-B. Origem da Medida Provisória 1.075/2021, art. 1º).

§ 1º-C - Será garantida a oferta de, no mínimo, 1 (uma) bolsa de estudo em curso, turno, local de oferta e instituição privada de ensino superior nos termos do inciso II do caput, ainda que o percentual do § 1º deste artigo seja inferior a 1 (um) inteiro.

Lei 14.350, de 25/05/2022, art. 1º (acrescenta o § 1º-C. Origem da Medida Provisória 1.075/2021, art. 1º).

I - estudantes que atendam aos critérios estabelecidos nos arts. 1º e 2º desta Lei; e (Efeitos, a partir de 01/07/2022, veja Lei 14.350/2022, art. 6º). (Efeitos, a partir de 01/07/2022, veja Lei 14.350/2022, art. 6º). [[Lei 11.096/2005, art. 1º. Lei 11.096/2005, art. 2º.]]

II - candidatos aos cursos de licenciatura, normal superior e pedagogia, independentemente do atendimento aos critérios de renda a que se referem os §§ 1º e 2º do art. 1º desta Lei. (Efeitos, a partir de 01/07/2022, veja Lei 14.350/2022, art. 6º). [[Lei 11.096/2005, art. 1º.]]

§ 2º - Na hipótese de não preenchimento das bolsas de estudo oferecidas no processo seletivo regular do Prouni, inclusive aquelas a que se refere o § 1º deste artigo, as bolsas de estudo remanescentes serão preenchidas por: (Efeitos, a partir de 01/07/2022, veja Lei 14.350/2022, art. 6º)

Lei 14.350, de 25/05/2022, art. 1º (Nova redação ao § 1º-A. Origem da Medida Provisória 1.075/2021, art. 1º).

I - estudantes que atendam aos critérios estabelecidos nos arts. 1º e 2º desta Lei; e (Efeitos, a partir de 01/07/2022, veja Lei 14.350/2022, art. 6º). (Efeitos, a partir de 01/07/2022, veja Lei 14.350/2022, art. 6º). [[Lei 11.096/2005, art. 1º. Lei 11.096/2005, art. 2º.]]

II - candidatos aos cursos de licenciatura, normal superior e pedagogia, independentemente do atendimento aos critérios de renda a que se referem os §§ 1º e 2º do art. 1º desta Lei. (Efeitos, a partir de 01/07/2022, veja Lei 14.350/2022, art. 6º). [[Lei 11.096/2005, art. 1º.]]

Redação anteriorRedação anterior (original): [: [§ 2º - No caso de não-preenchimento das vagas segundo os critérios do § 1º deste artigo, as vagas remanescentes deverão ser preenchidas por estudantes que se enquadrem em um dos critérios dos arts. 1º e 2º desta Lei. [[Lei 11.096/2005, art. 1º. Lei 11.096/2005, art. 2º.]]]

§ 3º - As instituições de ensino superior que não gozam de autonomia ficam autorizadas a ampliar, a partir da assinatura do termo de adesão, o número de vagas em seus cursos, no limite da proporção de bolsas integrais e parciais oferecidas por curso e turno, na forma do regulamento.

Lei 14.350, de 25/05/2022, art. 1º (Nova redação ao § 3º).

Redação anterior (original): [§ 3º - As instituições de ensino superior que não gozam de autonomia ficam autorizadas a ampliar, a partir da assinatura do termo de adesão, o número de vagas em seus cursos, no limite da proporção de bolsas integrais oferecidas por curso e turno, na forma do regulamento.]

§ 4º - O Ministério da Educação desvinculará do Prouni o curso considerado insuficiente, sem prejuízo do estudante já matriculado, segundo critérios de desempenho do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior - SINAES, por duas avaliações consecutivas, situação em que as bolsas de estudo do curso desvinculado, nos processos seletivos seguintes, deverão ser redistribuídas proporcionalmente pelos demais cursos da instituição, respeitado o disposto no art. 5º desta Lei. [[Lei 11.096/2005, art. 5º.]]

§ 4º com redação dada pela Lei 11.509, de 20/07/2007.

Redação anterior (original): [§ 4º - O Ministério da Educação desvinculará do Prouni o curso considerado insuficiente, sem prejuízo do estudante já matriculado, segundo os critérios de desempenho do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior - SINAES, por 3 (três) avaliações consecutivas, situação em que as bolsas de estudo do curso desvinculado, nos processos seletivos seguintes, deverão ser redistribuídas proporcionalmente pelos demais cursos da instituição, respeitado o disposto no art. 5º desta Lei.] [[Lei 11.096/2005, art. 5º.]]

§ 5º - Será facultada, tendo prioridade os bolsistas do Prouni, a estudantes dos cursos referidos no § 4º deste artigo a transferência para curso idêntico ou equivalente, oferecido por outra instituição participante do Programa.


Art. 8º

- A instituição que aderir ao Prouni ficará isenta dos seguintes impostos e contribuições no período de vigência do termo de adesão:

I - Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas;

II - Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, instituída pela Lei 7.689, de 15/12/1988;

Lei 7.689/1988 (Institui contribuição social sobre o lucro das pessoas jurídicas)

III - Contribuição Social para Financiamento da Seguridade Social, instituída pela Lei Complementar 70, de 30/12/1991; e

Lei Complementar 70/1991 (Institui contribuição para financiamento da Seguridade Social, eleva a alíquota da contribuição social sobre o lucro das instituições financeiras)

IV - Contribuição para o Programa de Integração Social, instituída pela Lei Complementar 7, de 07/09/1970.

Lei Complementar 7/1970 (Programa de Integração Social - PIS)

§ 1º - A isenção de que trata o caput deste artigo recairá sobre o lucro nas hipóteses dos incs. I e II do caput deste artigo, e sobre a receita auferida, nas hipóteses dos incs. III e IV do caput deste artigo, decorrentes da realização de atividades de ensino superior, proveniente de cursos de graduação ou cursos seqüenciais de formação específica.

§ 2º - A Secretaria da Receita Federal do Ministério da Fazenda disciplinará o disposto neste artigo no prazo de 30 (trinta) dias.

§ 3º - A isenção de que trata este artigo será calculada na proporção da ocupação efetiva das bolsas devidas.

Parágrafo acrescentado pela Lei 12.431, de 24/06/2011.

Referências ao art. 8 Jurisprudência do art. 8
Art. 9º

- O descumprimento das obrigações assumidas no termo de adesão sujeita a instituição às seguintes penalidades:

I - restabelecimento do número de bolsas a serem oferecidas gratuitamente, que será determinado, a cada processo seletivo, sempre que a instituição descumprir o percentual estabelecido no art. 5º desta Lei e que deverá ser suficiente para manter o percentual nele estabelecido, com acréscimo de 1/5 (um quinto); [[Lei 11.096/2005, art. 5º.]]

I-A - suspensão de participação em até 3 (três) processos seletivos regulares do Prouni; e

Lei 14.350, de 25/05/2022, art. 1º (Nova redação ao inc. I-A. Origem da Medida Provisória 1.075/2021, art. 1º).

II - desvinculação do Prouni, nas hipóteses em que ocorrer reincidência de falta grave anteriormente comunicada à instituição privada de ensino superior, conforme estabelecido em regulamento, sem prejuízo para os estudantes beneficiados e sem ônus para o poder público.

Lei 14.350, de 25/05/2022, art. 1º (Nova redação ao inc. II. Origem da Medida Provisória 1.075/2021, art. 1º).

Redação anterior (original): [II - desvinculação do Prouni, determinada em caso de reincidência, na hipótese de falta grave, conforme dispuser o regulamento, sem prejuízo para os estudantes beneficiados e sem ônus para o Poder Público.]

§ 1º - As penas previstas no caput deste artigo serão aplicadas pelo Ministério da Educação, nos termos do disposto em regulamento, após a instauração de procedimento administrativo, assegurado o contraditório e direito de defesa.

§ 2º - Nas hipóteses previstas no inciso II do caput deste artigo, a suspensão da isenção dos impostos e das contribuições de que trata o art. 8º desta Lei terá como termo inicial a data de ocorrência da falta que deu causa à desvinculação do Prouni, situação em que será aplicado, no que couber, o disposto nos arts. 32 e 44 da Lei 9.430, de 27/12/1996. [[Lei 9.430/1996, art. 32. Lei 9.430/1996, art. 44.]]

Lei 14.350, de 25/05/2022, art. 1º (Nova redação ao § 2º. Origem da Medida Provisória 1.075/2021, art. 1º).

Redação anterior (original): [§ 2º - Na hipótese do inc. II do caput deste artigo, a suspensão da isenção dos impostos e contribuições de que trata o art. 8º desta Lei terá como termo inicial a data de ocorrência da falta que deu causa à desvinculação do Prouni, aplicando-se o disposto nos arts. 32 e 44 da Lei 9.430, de 27/12/1996, no que couber. [[Lei 9.430/1996, art. 32. Lei 9.430/1996, art. 44. Lei 11.096/2005, art. 8º.]]]

§ 3º - As penas previstas no caput deste artigo não poderão ser aplicadas quando o descumprimento das obrigações assumidas se der em face de razões a que a instituição não deu causa.

§ 4º - Na hipótese prevista no inciso II do caput deste artigo, a mantenedora da instituição privada de ensino superior poderá aderir novamente ao Prouni somente após a realização de 6 (seis) processos seletivos regulares, a partir da data da sua efetiva desvinculação.

Lei 14.350, de 25/05/2022, art. 1º (Nova redação ao § 4º. Origem da Medida Provisória 1.075/2021, art. 1º).
Referências ao art. 9 Jurisprudência do art. 9
Art. 10

- A instituição de ensino superior, ainda que atue no ensino básico ou em área distinta da educação, somente poderá ser considerada entidade beneficente de assistência social se oferecer, no mínimo, 1 (uma) bolsa de estudo integral para estudante de curso de graduação ou seqüencial de formação específica, sem diploma de curso superior, enquadrado no § 1º do art. 1º desta Lei, para cada 9 (nove) estudantes pagantes de cursos de graduação ou seqüencial de formação específica regulares da instituição, matriculados em cursos efetivamente instalados, e atender às demais exigências legais. [[Lei 11.096/2005, art. 1º.]]

Medida Provisória 1.075/2021, art. 4º. Revogada o art. 10. Não mantida na lei Lei 14.350, de 25/05/2022, art. 5º).

§ 1º - (Revogado pela Lei 12.101, de 27/11/2009, art. 44, VIII. Acrescentado pela Lei 12.868, de 15/10/2013).

Redação anterior (original): [§ 1º - A instituição de que trata o caput deste artigo deverá aplicar anualmente, em gratuidade, pelo menos 20% (vinte por cento) da receita bruta proveniente da venda de serviços, acrescida da receita decorrente de aplicações financeiras, de locação de bens, de venda de bens não integrantes do ativo imobilizado e de doações particulares, respeitadas, quando couber, as normas que disciplinam a atuação das entidades beneficentes de assistência social na área da saúde.]

§ 2º - (Revogado pela Lei 12.101, de 27/11/2009, art. 44, VIII. Acrescentado pela Lei 12.868, de 15/10/2013).

Redação anterior (original): [§ 2º - Para o cumprimento do que dispõe o § 1º deste artigo, serão contabilizadas, além das bolsas integrais de que trata o caput deste artigo, as bolsas parciais de 50% (cinqüenta por cento) ou de 25% (vinte e cinco por cento) para estudante enquadrado no § 2º do art. 1º desta Lei e a assistência social em programas não decorrentes de obrigações curriculares de ensino e pesquisa.] [[Lei 11.096/2005, art. 1º.]]

§ 3º - (Revogado pela Lei 14.350, de 25/05/2022, art. 5º).

Redação anterior (original): [§ 3º - Aplica-se o disposto no caput deste artigo às turmas iniciais de cada curso e turno efetivamente instalados a partir do 01 (primeiro) processo seletivo posterior à publicação desta Lei.]

§ 4º - (Revogado pela Lei 14.350, de 25/05/2022, art. 5º).

Redação anterior (original): [§ 4º - Assim que atingida a proporção estabelecida no caput deste artigo para o conjunto dos estudantes de cursos de graduação e seqüencial de formação específica da instituição, sempre que a evasão dos estudantes beneficiados apresentar discrepância em relação à evasão dos demais estudantes matriculados, a instituição, a cada processo seletivo, oferecerá bolsas de estudo integrais na proporção necessária para restabelecer aquela proporção.]

§ 5º - (Revogado pela Lei 14.350, de 25/05/2022, art. 5º).

Redação anterior (original): [§ 5º - É permitida a permuta de bolsas entre cursos e turnos, restrita a 1/5 (um quinto) das bolsas oferecidas para cada curso e cada turno.]


Art. 10-A

- A instituição de ensino superior, ainda que atue no ensino básico ou em área distinta da educação, somente poderá ser considerada entidade beneficente de assistência social se respeitar as condições previstas na legislação específica para entidades beneficentes que atuem na área de educação, caso em que poderá gozar do benefício previsto no § 3º do art. 7º desta Lei.] [[Lei 11.096/2005, art. 7º.]]

Lei 14.350, de 25/05/2022, art. 1º (acrescenta o artigo).

Art. 11

- (Revogado pela Lei Complementar 187, de 16/12/2021, art. 47, I).

Redação anterior (caput da Medida Provisória 1.075/2021, art. 1º): [Art. 11 - As entidades beneficentes de assistência social que atuam no ensino superior poderão, por meio da assinatura de termo de adesão, adotar as regras do Prouni contidas nesta Lei para seleção dos estudantes beneficiados com bolsas integrais e bolsas parciais de cinquenta por cento, desde que observado o disposto no § 3º do art. 7º. [[Lei 11.096/2005, art. 7º.]]]
Redação anterior: [Art. 11 - As entidades beneficentes de assistência social que atuem no ensino superior poderão, mediante assinatura de termo de adesão no Ministério da Educação, adotar as regras do Prouni, contidas nesta Lei, para seleção dos estudantes beneficiados com bolsas integrais e bolsas parciais de 50% (cinqüenta por cento) ou de 25% (vinte e cinco por cento), em especial as regras previstas no art. 3º e no inc. II do caput e §§ 1º e 2º do art. 7º desta Lei, comprometendo-se, pelo prazo de vigência do termo de adesão, limitado a 10 (dez) anos, renovável por iguais períodos, e respeitado o disposto no art. 10 desta Lei, ao atendimento das seguintes condições: [[Lei 11.096/2005, art. 3º. Lei 11.096/2005, art. 7º. Lei 11.096/2005, art. 10.]]]
I - (Revogado pela Lei 12.101, de 27/11/2009, art. 44, IX. O inc. VIII foi acrescentado pela Lei 12.868, de 15/10/2013).
Redação anterior: [I - oferecer 20% (vinte por cento), em gratuidade, de sua receita anual efetivamente recebida nos termos da Lei 9.870, de 23/11/99, ficando dispensadas do cumprimento da exigência do § 1º do art. 10 desta Lei, desde que sejam respeitadas, quando couber, as normas que disciplinam a atuação das entidades beneficentes de assistência social na área da saúde;] [[Lei 11.096/2005, art. 10.]]
II - (Revogado pela Lei 12.101, de 27/11/2009, art. 44, IX. O inc. IV foi acrescentado pela Lei 12.868, de 15/10/2013).
Redação anterior: [II - para cumprimento do disposto no inc. I do caput deste artigo, a instituição:
a) deverá oferecer, no mínimo, 1 (uma) bolsa de estudo integral a estudante de curso de graduação ou seqüencial de formação específica, sem diploma de curso superior, enquadrado no § 1º do art. 1º desta Lei, para cada 9 (nove) estudantes pagantes de curso de graduação ou seqüencial de formação específica regulares da instituição, matriculados em cursos efetivamente instalados, observado o disposto nos §§ 3º, 4º e 5º do art. 10 desta Lei;
b) poderá contabilizar os valores gastos em bolsas integrais e parciais de 50% (cinqüenta por cento) ou de 25% (vinte e cinco por cento), destinadas a estudantes enquadrados no § 2º do art. 1º desta Lei, e o montante direcionado para a assistência social em programas não decorrentes de obrigações curriculares de ensino e pesquisa;] [[Lei 11.096/2005, art. 1º. Lei 11.096/2005, art. 10.]]
III - (Revogado pela Medida Provisória 1.075/2021, art. 4º).
Redação anterior: [III - gozar do benefício previsto no § 3º do art. 7º desta Lei. [[Lei 11.096/2005, art. 7º.]]
§ 1º - Compete ao Ministério da Educação verificar e informar aos demais órgãos interessados a situação da entidade em relação ao cumprimento das exigências do Prouni, sem prejuízo das competências da Secretaria da Receita Federal e do Ministério da Previdência Social.
§ 1º-A - As entidades beneficentes de assistência social de que trata o caput observarão o prazo de vigência do termo de adesão, limitado a dez anos, prorrogável por igual período, e o disposto no art. 5º, no art. 3º e no inciso II do caput e nos § 1º e § 2º do art. 7º (acrescentado pela Medida Provisória 1.075/2021, art. 1º). [[Lei 11.096/2005, art. 3º. Lei 11.096/2005, art. 5º. Lei 11.096/2005, art. 7º.]]
§ 2º - As entidades beneficentes de assistência social que tiveram seus pedidos de renovação de Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social indeferidos, nos 2 (dois) últimos triênios, unicamente por não atenderem ao percentual mínimo de gratuidade exigido, que adotarem as regras do Prouni, nos termos desta Lei, poderão, até 60 (sessenta) dias após a data de publicação desta Lei, requerer ao Conselho Nacional de Assistência Social - CNAS a concessão de novo Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social e, posteriormente, requerer ao Ministério da Previdência Social a isenção das contribuições de que trata o art. 55 da Lei 8.212, de 24/07/1991. [[Lei 8.212/1991, art. 55.]]
§ 3º - O Ministério da Previdência Social decidirá sobre o pedido de isenção da entidade que obtiver o Certificado na forma do caput deste artigo com efeitos a partir da edição da Medida Provisória 213, de 10/09/2004, cabendo à entidade comprovar ao Ministério da Previdência Social o efetivo cumprimento das obrigações assumidas, até o último dia do mês de abril subseqüente a cada um dos 3 (três) próximos exercícios fiscais.
§ 4º - Na hipótese de o CNAS não decidir sobre o pedido até o dia 31/03/2005, a entidade poderá formular ao Ministério da Previdência Social o pedido de isenção, independentemente do pronunciamento do CNAS, mediante apresentação de cópia do requerimento encaminhando a este e do respectivo protocolo de recebimento.
§ 5º - Aplica-se, no que couber, ao pedido de isenção de que trata este artigo o disposto no art. 55 da Lei 8.212, de 24/07/1991. [[Lei 8.212/1991, art. 55.]]]

Referências ao art. 11 Jurisprudência do art. 11
Art. 11-A

- As entidades beneficentes de assistência social que atuem no ensino superior poderão, mediante assinatura de termo de adesão estabelecido na forma do regulamento, adotar as regras do Prouni contidas nesta Lei, para seleção dos estudantes beneficiados com bolsas integrais e bolsas parciais de 50% (cinquenta por cento), em especial as regras previstas no art. 3º e no inciso II do caput e nos §§ 1º e 2º do art. 7º desta Lei, comprometendo-se, pelo prazo de vigência do termo de adesão, limitado a 10 (dez) anos, renovável por iguais períodos, e respeitado o disposto nos arts. 3º, 5º, 7º e 10-A desta Lei, ao atendimento das condições previstas na legislação específica para entidades beneficentes que atuem na área de educação.] [[Lei 11.096/2005, art. 3º. Lei 11.096/2005, art. 5º. Lei 11.096/2005, art. 7º. Lei 11.096/2005, art. 10-A.]]

Lei 14.350, de 25/05/2022, art. 1º (acrescenta o artigo).
Referências ao art. 11-A Jurisprudência do art. 11-A
Art. 12

- Atendidas as condições socioeconômicas estabelecidas nos §§ 1º e 2º do art. 1º desta Lei, as instituições que aderirem ao Prouni ou adotarem suas regras de seleção poderão considerar como bolsistas do programa os trabalhadores da própria instituição e dependentes destes que forem bolsistas em decorrência de convenção coletiva ou acordo trabalhista, até o limite de 10% (dez por cento) das bolsas Prouni concedidas. [[Lei 11.096/2005, art. 1º.]]


Art. 13

- As pessoas jurídicas de direito privado, mantenedoras de instituições de ensino superior, sem fins lucrativos, que adotarem as regras de seleção de estudantes bolsistas a que se refere o art. 11 desta Lei e que estejam no gozo da isenção da contribuição para a seguridade social de que trata o § 7º do art. 195 da Constituição Federal, que optarem, a partir da data de publicação desta Lei, por transformar sua natureza jurídica em sociedade de fins econômicos, na forma facultada pelo art. 7º-A da Lei 9.131, de 24/11/1995, passarão a pagar a quota patronal para a previdência social de forma gradual, durante o prazo de 5 (cinco) anos, na razão de 20% (vinte por cento) do valor devido a cada ano, cumulativamente, até atingir o valor integral das contribuições devidas. [[Lei 11.096/2005, art. 11. CF/88, art. 195. Lei 9.131/1995, art. 7º-A,]]

Parágrafo único - A pessoa jurídica de direito privado transformada em sociedade de fins econômicos passará a pagar a contribuição previdenciária de que trata o caput deste artigo a partir do 01 dia do mês de realização da assembléia geral que autorizar a transformação da sua natureza jurídica, respeitada a gradação correspondente ao respectivo ano.


Art. 14

- Terão prioridade na distribuição dos recursos disponíveis no Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior - FIES as instituições de direito privado que aderirem ao Prouni na forma do art. 5º desta Lei ou adotarem as regras de seleção de estudantes bolsistas a que se refere o art. 11 desta Lei. [[Lei 11.096/2005, art. 5º. Lei 11.096/2005, art. 11.]]


Art. 15

- Para os fins desta Lei, o disposto no art. 6º da Lei 10.522, de 19/07/2002, será exigido a partir do ano de 2006 de todas as instituições de ensino superior aderentes ao Prouni, inclusive na vigência da Medida Provisória 213, de 10/09/2004. [[Lei 10.522/2002, art. 6º.]]

Referências ao art. 15 Jurisprudência do art. 15
Art. 16

- O processo de deferimento do termo de adesão pelo Ministério da Educação, nos termos do art. 5º desta Lei, será instruído com a estimativa da renúncia fiscal, no exercício de deferimento e nos 2 (dois) subseqüentes, a ser usufruída pela respectiva instituição, na forma do art. 9º desta Lei, bem como o demonstrativo da compensação da referida renúncia, do crescimento da arrecadação de impostos e contribuições federais no mesmo segmento econômico ou da prévia redução de despesas de caráter continuado. [[Lei 11.096/2005, art. 5º. Lei 11.096/2005, art. 9º.]]

Parágrafo único - A evolução da arrecadação e da renúncia fiscal das instituições privadas de ensino superior será acompanhada por grupo interministerial, composto por 1 (um) representante do Ministério da Educação, 1 (um) do Ministério da Fazenda e 1 (um) do Ministério da Previdência Social, que fornecerá os subsídios necessários à execução do disposto no caput deste artigo.


Art. 17

- (VETADO).


Art. 18

- O Poder Executivo dará, anualmente, ampla publicidade dos resultados do Programa.


Art. 19

- Os termos de adesão firmados durante a vigência da Medida Provisória 213, de 10/09/2004, ficam validados pelo prazo neles especificado, observado o disposto no § 4º e no caput do art. 5º desta Lei. [[Lei 11.096/2005, art. 5º.]]


Art. 20

- O Poder Executivo regulamentará o disposto nesta Lei.


Art. 21

- Os incs. I, II e VII do caput do art. 3º da Lei 10.891, de 09/07/2004, passam a vigorar com a seguinte redação:

I - possuir idade mínima de 14 (quatorze) anos para a obtenção das Bolsas Atleta Nacional, Atleta Internacional Olímpico e Paraolímpico, e possuir idade mínima de 12 (doze) anos para a obtenção da Bolsa-Atleta Estudantil;
II - estar vinculado a alguma entidade de prática desportiva, exceto os atletas que pleitearem a Bolsa-Atleta Estudantil;
[...]
VII - estar regularmente matriculado em instituição de ensino pública ou privada, exclusivamente para os atletas que pleitearem a Bolsa-Atleta Estudantil.] (NR)

Art. 22

- O Anexo I da Lei 10.891, de 09/07/2004, passa a vigorar com a alteração constante do Anexo I desta Lei.


Art. 23

- Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 13/01/2005. Luiz Inácio Lula da Silva

ANEXO I

Anexo I da Lei no 10.891, de 9/07/2004.

Bolsa-Atleta – Categoria Atleta Estudantil

AtletasEventualmente Beneficiados

Valor Mensal

Atletas apartir de 12 (doze) anos, participantes dos jogos estudantis organizados pelo Ministériodo Esporte, tendo obtido até a 3ª (terceira) colocação nas modalidades individuais ouque tenham sido selecionados entre os 24 (vinte e quatro) melhores atletas das modalidadescoletivas dos referidos eventos e que continuem a treinar para futuras competiçõesnacionais. (NR)

.......................................................................

R$ 300,00

(trezentos reais)